sábado, 29 de outubro de 2016

Meu filho tem Síndrome de Down. Posso matriculá-lo em uma escola regular?



Essa dúvida, com certeza, é a de muitas mães que chegam até mim. Infelizmente, os direitos do menor com deficiência junto à escola não têm muita divulgação, o que faz com que os deveres da escola não sejam cumpridos, seja pelo desconhecimento, seja pelo despreparo.

Voltando a pergunta, esclareço, sim, poderá ser realizada a matrícula em classes de ensino regular, recebendo todo o apoio necessário, que vai desde professores preparados para receber a criança até materiais didáticos acessíveis.

Inclusive, o seu filho tem direito ao Atendimento Educacional Especializado no turno contrário ao da matrícula. O AEE é um serviço da educação necessariamente diferente do ensino escolar e não pode caracterizar-se como um espaço de reforço escolar ou complementação das atividades escolares. A orientação e mobilidade, ensino do código de BRAILLE e a disponibilização de material pedagógico acessível, são alguns exemplos do que poderá estar disponível.

Ah! Tenho certeza que você está se perguntando agora, como vão avaliar meu filho em uma escola regular? Ora, deverão estar à disposição vários instrumentos de avaliação, já que a escrita não é o meio suficiente para avaliar todos os alunos.

A lei Brasileira de Inclusão deve ser respeitada pela escola, mas, no caso de desrespeito, procure um advogado ou a Defensoria Pública. Em algumas situações, poderá ser necessário a realização de um Termo de Ajuste de Conduta à escola.

Lembre-se, a escola amplia conhecimento, aumenta experiência e possibilita a superação do senso comum. Quem sabe, quanto mais cobradas dos seus deveres, algumas escolas não passem a levantar a bandeira da inclusão escolar?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ex-aliados não querem mais conversa com Eduardo Cunha



Quatro dias se passaram desde a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas parte dos deputados considerados aliados do peemedebista fingem não conhecê-lo mais. O movimento passou a ser percebido depois da cassação do ex-todo-poderoso parlamentar. E se intensificou com a detenção ordenada pelo juiz Sérgio Moro. As informações são do Correio Braziliense.

Manoel Júnior (PMDB-PB) depôs, em agosto, no Supremo Tribunal Federal (STF), como testemunha de defesa do ex-parlamentar em processo da Operação Lava-Jato. Procurado para saber se visitaria o colega, a assessoria informou que o parlamentar sequer falaria sobre esse assunto. “Ele foi eleito vice-prefeito e não quer se pronunciar sobre isso”, disse. Manoel Júnior vai trabalhar agora no segundo posto da prefeitura de João Pessoa (PB), na chapa de Luciano Cartaxo (PSD).

O afastamento dos ex-aliados é considerado normal e esperado por cientistas políticos. “O Cunha se tornou o ‘Judas’ da política e estar ao lado de uma pessoa dess, pode sobrar uma pedra para quem acompanha”, afirmou o professor da Universidade de Brasília Wladimir Gramacho. Ricardo Caldas, também da UnB, concorda. “Nenhum político quer segurar alça de caixão”, compara. “Se algum político cai em desgraça, nenhum outro quer ser associado a ele”, continua. A preocupação principal dos parlamentares é em não ter a imagem associada ao ex-deputado, principalmente em época em que a Lava-Jato conta com apoio popular.



Líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE) foi um dos articuladores para tentar salvar Cunha no Conselho de Ética. Depois da prisão do ex-deputado, Moura “está no Estado para o segundo turno das eleições municipais”, segundo sua assessoria afirmou. O parlamentar não atende a ligações para falar sobre Cunha.